
Um sistema sob pressão constante
A cidade do Rio de Janeiro representa um dos maiores desafios logísticos do país. A capital fluminense é cercada por uma malha urbana densa e vias congestionadas. Altos índices de criminalidade também são uma preocupação. Essas condições impõem barreiras constantes ao transporte de cargas. Essa realidade afeta diretamente a cadeia produtiva. Ela influencia o abastecimento de mercadorias e o preço dos produtos. Isso impacta o que chega às mãos do consumidor final.
A insegurança como principal obstáculo

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), em 2023 foram registrados 4.981 roubos de carga no estado do Rio de Janeiro. Aproximadamente 72% desses crimes ocorreram na Região Metropolitana. Vias como Avenida Brasil, Linha Vermelha, Rodovia Washington Luiz (BR-040) e BR-116 (Dutra) se destacam entre Nova Iguaçu e Pavuna.
O roubo de carga tornou-se uma atividade organizada e recorrente. Os criminosos agem com informação precisa, interceptando caminhões com produtos de alto valor e fácil escoamento no mercado paralelo. Os itens mais visados incluem alimentos, bebidas, eletrônicos, medicamentos e produtos de higiene pessoal.
Produtos mais visados

De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 34,8% das cargas roubadas no Brasil em 2023 eram alimentos. No Rio, esse percentual é ainda mais elevado, devido à centralização de distribuição de gêneros alimentícios na região.
Bebidas alcoólicas e refrigerantes também figuram entre os principais alvos. Essas mercadorias têm alto giro. Elas são lucrativas no mercado informal. Por isso, tornam-se vulneráveis, mesmo em rotas planejadas e acompanhadas.
O impacto financeiro direto: fretes e custos ao consumidor

O reflexo desse cenário é direto no bolso das empresas e da população. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o custo com segurança pode chegar a representar até 11% do valor total. Isso ocorre em áreas de risco elevado. No Rio de Janeiro, os valores têm aumentado. Isso fez com que o frete fique até 22% mais caro que em outros estados com menor incidência de roubos.
Além disso, há o custo indireto. Existem prazos de entrega ampliados. Há reajustes constantes em contratos com operadores logísticos. Também existe a necessidade de replanejamento frequente de rotas.
O custo da proteção

Diante da vulnerabilidade crescente, as empresas precisaram reforçar seus protocolos de proteção. Rastreamento com GPS é obrigatório hoje em dia. Bloqueio remoto de veículos é necessário. Escolta armada é uma exigência. Seguro especializado deve ser incluído. Monitoramento em tempo real não pode faltar. Essas medidas são essenciais para quem deseja atuar na região.
Segundo a ABSEG, os custos com segurança representam entre 6% e 15% do valor total da operação logística. Em um produto final, esse valor pode refletir em um acréscimo de 5% a 12% ao consumidor.
Zonas críticas do transporte

Diversas regiões da cidade se tornaram pontos de risco recorrente:
- Avenida Brasil: principal eixo de distribuição urbana, altamente visado.
- Linha Vermelha: liga pontos estratégicos da Zona Norte e Baixada Fluminense, vulnerável em vários trechos.
- BR-040 e BR-116: acessos ao interior e Região Serrana, com frequentes ocorrências.
- Complexo da Maré, Pavuna, Vigário Geral: favelas que margeiam rotas logísticas e servem como refúgio para quadrilhas.
Consequências para o mercado alimentício

O setor de alimentos sofre impacto ainda mais direto. Produtos perecíveis não podem ser retidos por muito tempo e exigem logística ágil e segura. Quando roubados, raramente são recuperados, resultando em prejuízo total para fornecedores e distribuidores.
Para empresas como a INTHEUS, os riscos logísticos representam um desafio constante. A empresa atua diretamente na representação comercial de carnes premium, bebidas artesanais e alimentos selecionados. Além disso, eles oferecem uma oportunidade de inovação.
Como a INTHEUS enfrenta o desafio

A INTHEUS desenvolveu um modelo robusto de segurança e eficiência logística. Através da Bolsa de Gêneros Alimentícios (BGA), a empresa integra uma cadeia de fornecimento com controle de qualidade. Ela faz previsão de demandas. Além disso, mantém relações sólidas com fornecedores e distribuidores.
No campo operacional, a INTHEUS trabalha com operadores logísticos especializados em transporte de alto risco. Entre as práticas adotadas, destacam-se:
- Planejamento dinâmico de rotas com base em dados de inteligência e estatísticas de ocorrências;
- Uso de tecnologia embarcada nos veículos para rastreamento e emergência;
- Escoltas armadas em trechos considerados críticos;
- Apólices securitárias sob medida, em parceria com seguradoras experientes no ramo de alimentos;
- Monitoramento 24/7 com apoio de centrais operacionais.
Parcerias que geram proteção

A atuação da INTHEUS também se destaca pela colaboração com parceiros do setor segurador e financeiro. A empresa utiliza soluções como capital de giro, proteção veicular e garantias bancárias. Isso permite que a empresa mantenha liquidez. Ela também consegue absorver variações de custo e responder rapidamente a adversidades.
Produtos financeiros, como antecipação de recebíveis, crédito com garantia e consórcios logísticos, ajudam a fortalecer o fluxo operacional. Isso é feito sem comprometer a rentabilidade.
Soluções reais para um problema complexo

Reduzir os entraves do transporte de carga no Rio de Janeiro exige ações coordenadas:
- Reforço da segurança pública nas vias logísticas
- Criação de corredores seguros com videomonitoramento
- Incentivos fiscais para empresas que investem em segurança privada
- Integração de dados entre polícia, transportadoras e operadores
- Campanhas de rastreamento de produtos roubados
Além disso, é fundamental criar legislação mais dura para receptadores. Também é essencial apoiar iniciativas de logística colaborativa entre pequenas e médias empresas.
Conclusão

O transporte de cargas para o Rio de Janeiro é uma atividade de alto risco. A insegurança impacta não apenas o setor logístico, mas toda a economia regional. Empresas que atuam nesse mercado precisam inovar, integrar tecnologias e estabelecer alianças fortes para reduzir perdas e manter a competitividade.
A INTHEUS é exemplo de como é possível enfrentar esse desafio com planejamento, inteligência e estratégia. A empresa representa marcas de qualidade e opera com segurança. Ela segue como referência na distribuição de gêneros alimentícios em uma das regiões mais críticas do país.

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