Carne Suína – Verdades e Lendas sobre o seu Consumo


A carne suína tem uma longa trajetória no cardápio mundial. No Brasil, ela carrega o peso de mitos que ainda influenciam negativamente sua imagem. No entanto, os dados atuais e as evoluções na produção suinícola apontam para um cenário de transformação.

Neste artigo, desvendaremos as verdades e lendas sobre a carne suína. Vamos explorar sua importância para a dieta do brasileiro e a relevância estratégica para o agronegócio nacional. Examinaremos seu impacto na balança comercial e também as perspectivas para o futuro. Além disso, destacaremos o papel fundamental da INTHEUS como agente articulador e inovador neste segmento.


O Consumo da Carne Suína no Brasil

Historicamente, o consumo de carne suína no Brasil foi limitado por fatores culturais e religiosos. Por muito tempo, essa proteína foi ligada a alimentos gordurosos. Era vista como de baixa qualidade, especialmente no período anterior aos avanços tecnológicos e sanitários na produção. Contudo, esse cenário vem mudando.

Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita de carne suína no Brasil atingiu 18,3 kg por habitante. Esse valor foi registrado em 2023. Este é um número recorde na série histórica.

Embora ainda inferior ao consumo de carne bovina e de frango, essa proteína vem ganhando terreno. Isso é impulsionado por uma maior conscientização sobre seus benefícios nutricionais. Tais benefícios incluem alto teor de proteína. Eles também incluem vitaminas do complexo B, especialmente B1. Além disso, há minerais como o ferro e o zinco.


Verdades e Lendas sobre a Carne Suína

Lenda: “Carne suína é mais gordurosa que as outras.”

Verdade: Diversos cortes suínos apresentam teor de gordura inferior ao de cortes bovinos tradicionais. O lombo suíno, por exemplo, é um dos cortes com menor teor de gordura saturada entre as carnes vermelhas. As melhorias genéticas e nutricionais surgiram nos últimos 30 anos. Elas reduziram em mais de 30% o teor de gordura na carne suína comercializada.

Lenda: “A carne suína transmite doenças.”

Verdade: O Brasil adotou controles sanitários rígidos. Por isso, a carne suína é hoje um dos alimentos mais seguros para consumo. A suinocultura nacional segue protocolos rigorosos. Órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) definem esses protocolos.

O Brasil está livre da Peste Suína Clássica (PSC) nas principais regiões exportadoras. Isso amplia sua competitividade no mercado internacional.


Fatores Positivos e Desafios da Produção Nacional

A suinocultura brasileira apresenta diversas vantagens competitivas:

  • Alto grau de tecnificação das granjas;
  • Elevada produtividade, com média de 2,4 leitões desmamados por fêmea/ano acima da média mundial;
  • Rigoroso controle sanitário, assegurando qualidade e rastreabilidade.

No entanto, existem desafios importantes:

  • A volatilidade dos preços do milho e da soja, insumos básicos da alimentação animal, impacta o custo de produção;
  • Questões ambientais relativas à destinação de dejetos e uso de água;
  • Dependência do mercado externo, com mais de 50% da produção voltada à exportação em algumas regiões.

Papel Estratégico na Balança Comercial Brasileira

O Brasil é o quarto maior produtor de carne suína do mundo. Também é o quarto maior exportador, segundo a USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Em 2023, o país exportou 1,22 milhão de toneladas de carne suína in natura. Isso gerou receitas de mais de US$ 2,8 bilhões (MAPA/ABPA).

Os principais destinos são a China, Hong Kong, Filipinas e Chile. O mercado asiático, especialmente a China, responde por quase 50% das exportações brasileiras. Essa dependência geográfica é motivo de atenção, pois políticas sanitárias ou comerciais desses países afetam diretamente os embarques nacionais.


Valor Econômico no Mercado Nacional e Internacional

Internamente, a carne suína vem ganhando espaço nas gôndolas dos supermercados, impulsionada pelo seu custo-benefício. Em 2023, seu preço médio foi cerca de 20% inferior ao da carne bovina. Esse fator favoreceu sua aceitação em um cenário de inflação alimentar e perda de poder de compra da população.

No exterior, a carne suína brasileira se destaca pela relação entre qualidade e preço competitivo. Ela é reconhecida pela confiabilidade sanitária e volume de produção. A certificação internacional das plantas frigoríficas é um diferencial crucial nesse contexto.


Perspectivas para o Futuro da Suinocultura Brasileira

O futuro da suinocultura no Brasil passa por três eixos estratégicos:

  1. Sustentabilidade: projetos de reuso de água, biodigestores e geração de energia com dejetos estão sendo implementados. Esses projetos visam reduzir o impacto ambiental.
  2. Agregação de valor: aumento da industrialização de cortes nobres, produtos temperados e processados, com foco no mercado gourmet e internacional.
  3. Diversificação de mercados: A ampliação dos acordos sanitários com países africanos e do Oriente Médio pode ajudar a reduzir a dependência da China. Esses acordos também podem criar novas oportunidades de negócios.

Além disso, o uso de tecnologias como inteligência artificial, IoT e rastreabilidade blockchain está transformando a gestão das granjas. Essas tecnologias também estão revolucionando o controle de qualidade.


INTHEUS: Um Elo Estratégico na Representação Comercial da Cadeia Suína

A INTHEUS, como agente de representação comercial, desempenha papel estratégico no escoamento da carne suína brasileira. Atua tanto no mercado interno quanto nas operações internacionais. Sua atuação multissetorial e inovadora permite conectar produtores, frigoríficos, atacadistas e mercados consumidores com eficiência e segurança jurídica.

Por meio de soluções digitais como assinatura eletrônica de contratos, antecipação de recebíveis e certificação digital. A INTHEUS oferece agilidade e confiabilidade às transações comerciais.

No campo logístico, sua parceria com operadores como a Paletizadora Confiança assegura armazenamento, transporte e distribuição com controle sanitário. Ela também garante rastreadibilidade e pontualidade. Estes são requisitos indispensáveis para alimentos perecíveis como a carne suína.

A atuação da INTHEUS junto à Bolsa de Gêneros Alimentícios (BGA) contribui para a formação de preços mais justos. Isso facilita negociações entre produtores e compradores em larga escala.

Além disso, o portfólio da INTHEUS oferece consultoria em exportação. Ele também abrange desenvolvimento de mercado e internacionalização de marcas brasileiras. Isso gera competitividade e amplia horizontes para o agronegócio nacional.


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